Três presos morrem em Cadeia Pública

Um grupo que se encontrava em uma cela se aproveitou do banho de sol para render o agente penitenciário, atacar os rivais e fugir ( Foto: Naval Sarmento )

Três presos recolhidos na Cadeia Pública de São Gonçalo do Amarante (a 63Km da Capital), na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram assassinados, ontem, por membros de uma facção criminosa rival, segundo um policial militar, que preferiu não se identificar. Dois detentos ficaram feridos e cinco conseguiram fugir da Unidade.

De acordo com o PM, a rebelião começou por volta de 7h. Conforme a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), no momento em que os internos da Cadeia Pública foram soltos para o banho de sol, presos de uma cela se rebelaram, renderam um agente penitenciário e o trancaram em uma sala da direção.

Em seguida, o grupo partiu até outra cela da Unidade e deu início ao confronto. Os detentos Estefferson de Lima Moura de Sousa, Francisco Diego da Conceição e Márcio Cleiton da Silva Ricardo Filho morreram no local. Outros dois homens ficaram feridos, foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados ao Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza.

Após o triplo homicídio, cinco presos fugiram e não foram recapturados, pela Polícia, até o fechamento desta matéria. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) esteve na Cadeia para colher provas dos assassinatos e recolher os corpos das vítimas.

Presídio feminino

Também na manhã de ontem, um motim foi registrado no Instituto Penal Feminino (IPF) Auri Moura Costa, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), presas de duas vivências entraram em conflito e queimaram colchões, por volta de 9h. Duas detentas ficaram feridas e receberam atendimento dentro da própria unidade prisional.

Conforme a Sejus, agentes penitenciários plantonistas, o Grupo de Ações Penitenciárias (GAP) e policiais militares controlaram o conflito e o incêndio e trancaram as detentas de todas as vivências, por volta de 9h40.

De acordo com o presidente do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), advogado Cláudio Justa, tanto o motim no IPF como a rebelião na Cadeia de São Gonçalo do Amarante foram provocados pela disputa entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE).


Diario do Nordeste

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