Com apenas 3 dias, média de chuvas de julho no Ceará já é 120% acima do normal



Segundo a Funceme, a previsão é de que a nebulosidade continue variável ao longo do dia, com chuvas em todas as regiões cearenses ( FOTO: VC Repórter )

As chuvas de pós-estação continuam a banhar o Ceará. Neste domingo, a cidade de Granja, na região Norte, registrou volume de 144 milímetros, o maior em dois meses. Além disso, com dois dias seguidos - sexta e sábado - de precipitações em cerca de 40 cidades, a média parcial do mês de julho já é mais de 120% acima do normal. Além disso, é o quinto maior índice em 30 anos.

No intervalo das 7h deste domingo (2) até as 7h desta segunda-feira (3) choveu em, pelo menos, 32 cidades. O maior volume foi registrado na cidade de Barreira, que fica a 72 quilômetros de Fortaleza. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) por meio de sua assessoria de comunicação, explica que os meses de junho e julho são caracterizados como pós-estação chuvosa, ou seja, ainda é um período em que há registros de chuva, mas com perceptível diminuição da média de precipitação.





Recorde

A média histórica de junho para todo o Estado é 37,5mm e, a de julho, é 15,4mm. Nos três primeiros dias, a média de 2017 já é de 34,1 milímetros. A Fundação reforça que, nesses dois meses, os sistemas meteorológicos que normalmente atuam para favorecer chuvas no Estado são classificadas como Ondas de Leste, que são responsáveis pela estação de chuva nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

O volume registrado em julho ainda pode variar, pois ainda carece de dados de alguns postos que medem a quantidade de chuva. Como grande parte deve registrar chuva zero, a indicação é que a média mensal seja puxada para baixo. Porém, com o quinto maior registro no recorte de 30 anos, é possível atingir o volume de 50mm registrados em julho de 2011, que é o maior do período.

A Funceme reforça que, apesar da possibilidade, o cenário não é o maior provável, pois as previsões indicam uma redução dessas chuvas, pois o Cavado de Altos Níveis se dissipou. Apesar do impacto dos primeiros dias de chuva, o volume registrado não deve interferir no aporte hídrico dos açudes do Ceará.

Diario do Nordeste

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