CAPITAL CEARENSE Operação cerca o Gueto da Barra do Ceará e põe fim ao reduto do tráfico de drogas.


Gueto, fruto de ocupação ilegal, tornou-se um dos principais redutos do crime na Capital


Policiais do BpChoque ocuparam a favela. Um posto da PM foi instalado no local


Até um trator foi utilizado para remover lixo, barricadas e abrir novas entradas na favela


Tropa do BPChoque ocupou a favela, dando um basta definitivo às ações criminosas de uma facção

Começou na manhã desta sexta-feira (31) uma megaoperação conjunta de vários órgãos do Estado e da Prefeitura Municipal de Fortaleza para acabar definitivamente com um dos principais redutos do tráfico de drogas e de outros crimes na Capital.
A favela do Gueto, na Barra do Ceará (zona Oeste da cidade), que abrigava uma facção criminosa, passará por uma grande transformação, incluindo a ocupação 24 horas pela Polícia Militar.

A ação mobiliza, deste a manhã desta sexta, policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), sob a coordenação do Comando de Policiamento Especializado (CPE). Uma base móvel da PM está montada também no local e até mesmo a Perícia Forense estará presente para fazer a identificação criminal de suspeitos detidos no local.

Além da ocupação definitiva da Polícia Militar, paralelamente, a Prefeitura de Fortaleza está presente com máquinas e homens para remover lixo e outros obstáculos que dificultavam, e muitas vezes até impedia, a entrada da Polícia na caça a traficantes, assaltantes e outros bandidos que ali se alojavam.

A ação vai também incluir ações de cadastramento de todos os moradores, melhorias na iluminação pública, limpeza e até a abertura de uma nova rua de acesso à comunidade. Os dois acessos existentes atualmente, pelos avenidas Robert Kennedy e Francisco Sá, vão ser mantidos sob vigilância policial durante 24 horas.

Conforme a subcomandante do CPE, tenente-coronel PM Keydna Carneiro, as ações desta sexta-feira foram a segunda etapa da operação que começou na terça-feira (28), com um diagnóstico da situação no local. "Importante frisar que isto é um desdobramento da Operação Marco Zero", assinalou.

Jornalista Fernando Ribeiro 

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