Justiça nega pedido de liberdade a PM acusado de atirar em seguranças


O policial militar Johnatan Tiago Silva de Andrade, acusado de atirar contra dois seguranças da festa Garota White, no dia 11 de outubro, no Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe, teve pedido de liberdade provisória negado pelo juiz Fernando Antônio Pacheco Carvalho Filho, auxiliar privativo da 2ª Vara do Júri de Fortaleza.

Na decisão, Fernando Pacheco afirma que “a ordem pública foi abalada, uma vez que, segundo os elementos indiciários colhidos até o presente momento processual, o suplicante [policial], sendo um profissional da segurança pública, atirou em pleno evento público, causando pânico e insegurança entre as pessoas que ali se encontravam”.


Conforme ainda o magistrado, os fatos por si só demandam a manutenção da prisão para garantia da ordem pública, notadamente pelo “modus operandi” do agente. “A conduta do réu demonstra claramente propósitos de desprezo e destemor pela Justiça Pública, de modo que a liberdade daquele simbolizaria risco à ordem pública”, explicou.

Prisão

Johnatan Tiago foi preso em flagrante na madrugada do dia 12 de outubro, após ser expulso da festa a pedido dos organizadores por estar, acompanhado de um amigo, causando tumulto e incomodando outros convidados. Logo após ser levado para fora do Terminal de Passageiros, ele voltou com uma arma em punho e atirou contra dois seguranças, que foram atingidos no abdômen e nas costas. Ambos ficaram gravemente feridos e foram socorridos em hospital.

Diário do Nordeste

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