Primeira-dama do Município de Aracati, Eline Gomes, continua foragida


 Primeira-dama do Município de Aracati, Eline Gomes, continua foragida
No último dia 27, o jornal publicou matéria sobre a decretação da prisão. Desde então, a suspeita de irregularidades ainda não foi encontrada

A primeira-dama e ex-secretária de Assistência Social, Trabalho e Renda do Município de Aracati, Eline Gomes de Oliveira Costa, continua foragida. No último dia 26 deste mês, o juiz da 3ª Vara da Comarca de Aracati, Jamyerson Câmara Bezerra, decretou a prisão temporária dela a pedido do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).
A Instituição entende que a suspeita estaria tentando obstruir a Justiça, já que foi flagrada em uma interceptação telefônica tentando esconder documentos.


De acordo com a promotora de Justiça da cidade, Virgínia Navarro, os advogados de Eline Costa têm ido ao Fórum para falar da apresentação da cliente. "Existe uma tratativa para que ela se apresente, mas não há uma data prevista ainda".


A ex-secretária foi afastada por ato do próprio marido, quando o procedimento contra ela foi instaurado. A denúncia contra Eline Costa não foi oferecida ainda, mas a representante do MPE diz que entre outros crimes, a suspeita deverá ser responsabilizada por uma associação criminosa, já que pelo menos outras duas pessoas estão implicadas no esquema investigado.


Conforme Virgínia Navarro, as irmãs Sandra Lúcia Martins da Silva e Regineide Martins da Silva agiam junto com a primeira-dama exigindo e recebendo propina. "A Sandra é atualmente candidata a vereadora de Aracati e a Regineide era secretária da primeira-dama. Era ela que geralmente recebia o dinheiro da propina, que era repassado em espécie ou por depósito bancário. Tem até vídeo mostrando a entrega do dinheiro", informou a promotora de Justiça.


O esquema foi denunciado pela empresária Ana Paula Silva do Vale, que repassava as propinas. "Ela é dona de uma empresa que foi contratada para prestar alguns serviços e tinha que repassar 20% do que recebia. Estamos questionando a contratação da empresa, porque suspeitamos que possa ter havido uma burla nas licitações", declarou Virgínia Navarro.


Em sua decisão pela prisão, o juiz Jamyerson Bezerra falou na "existência de fatos graves praticados por agentes públicos em conluio com terceiros".


Diário do Nordeste

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