Clima é tenso nos presídios após uma onda de rebeliões simultâneas ordenadas pelas facções criminosas PCC e CV

A onda de ataques e rebeliões é uma represália do crime à lei que bloqueia celulares nos presídios
Detentos quebraram celas na CPPL I

A Polícia Militar do Ceará está em alerta geral na Capital e sua Região Metropolitana. Até mesmos policiais militares de férias ou em folga poderão ser chamados à qualquer momento para retornar imediatamente ao serviço por conta da onda de ataques de facções criminosas. O clima nos presídios da Região Metropolitana de Fortaleza é de muita tensão. A segurança neles foi reforçada pela Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus). Atendendo a uma ordem das facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), detentos de três presídios realizaram motins na noite de ontem e início da madrugada desta sexta-feira (15).  A situação ficou quase que insustentável quando os detentos da Casa de Privação Provisória da Liberdade UM (CPPL 1), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), passaram a quebrar as grades das celas e dos corredores, ficando todos soltos nas galerias das vivências. O risco de uma fuga em massa levou a Polícia Militar a deslocar patrulhas do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) para dar apoio aos agentes penitenciários.

Simultâneos

O mesmo aconteceu em mais duas unidades prisionais, a CPPL do Carrapicho e o Centro de Triagem Criminológica (CTC), ambos localizados em Caucaia. Os detentos quebraram celas e ameaçaram uma fuga. Filmaram tudo através de seus telefones celulares e postaram as imagens nas redes sociais, num desafio às autoridades.

Os motins fazem parte de uma estratégica que as facções criminosas montaram para intimidar as autoridades diante da aprovação de uma lei estadual que obrigará as operadoras de telefonia móvel instalar bloqueador de sinal de celular nas cadeias.

Além das rebeliões simultâneas, os ataques a ônibus, quartéis e outros prédios públicos continuam, num desafio à gestão da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário. 

Fonte:Fernando Ribeiro

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